12 de setembro de 2012

Férias

Regressámos de férias quase tão cansados como à partida, mas pelo menos de cabeça revigorada.
Muita praia, piscina, passeios e festa, como seria de esperar.
O tempo esteve durante toda a semana esplendoroso, com muito sol e um calor quase insuportável. Noites algarvias bastante agradáveis, que me permitiram caminhar sem o aconchego de um casaco, o que em casa seria impensável de tão friorenta que sou.
Quem nunca parou foi, claro, o pimpolho, entusismado com todo um mundo de descobertas que se lhe colocava à fente.
 
Aproveitámos este ano para dar um saltinho à ilha do Farol, de que tanto tinha ouvido falar, mas que ainda não tinha tido oportunidade de conhecer.
Pouca sorte com o estado do mar (com bandeira verde dizem ser verdadeiramente paradisíaca), mas ainda assim, uma vigem que vale a pena fazer. Meia hora de ferry e uns quantos metros de caminhada para se chegar à praia, mas recomendo.
Deixo aqui um cheirinho do que se pode encontrar por lá.

 
 
 
 
 

 
 
Restam-nos ainda alguns dias para partilharmos sem preocupações laborais, muito embora a contagem decrescente já tenha iniciado.
Na próxim semana o regresso à rotina, a correria, as muitas horas de infantário a que o meu filho já não está habituado... E tenho para mim que desta vez os primeiros dias vão ser mesmo muito difíceis!
 
 

30 de agosto de 2012

Não complicar

 
É tão fácil agradar a uma criança.
1º - Deixá-la sujar-se, sem reprimendas. Há lá coisa melhor do que brincar em total liberdade!
2º - Dar-lhe uma bola, uma pá, molas da roupa ou canetas e papel. Não complicar. Quanto mais brinquedos têm menos lhes ligam. Não precisam de muito para serem felizes. Têm (e ainda bem) muita imaginação.
3º - Companhia. Pais, avós, amigos. O importante é terem alguém com quem partilhar as emoções. E olhem são muitas, isso é certo!

29 de agosto de 2012

Quase, quase


Não tenho recebido as notícias mais animadoras em termos laborais.
A crise financeira, que não é portuguesa mas europeia, tem ao longo do último ano vindo a fazer mossa no mercado nacional e a causar nítido impacto no mercado que trabalho.
Embora seja uma pessoa predominantemente optimista, começo a desanimar.
É nestas alturas que duvido de mim mesma e das minhas capacidades. Será que sou eu que não estou a desempenhar eficazmente o meu papel? Será que não estou a adoptar as estratégias certas? Será que não estou a fazer tudo que está ao meu alcance para atingir os meus objectivos?
Talvez esteja apenas a precisar de parar para descansar e recarregar energias. Enquanto para muitos o período de descanso é já um capítulo fechado, para mim é ainda um capítulo por escrever.
As férias, que anseio profundamente e que estão quase a chegar, servem para isso: renovar forças para regressar à luta. Dentro de dois dias e por um período de quinze vou finalmente libertar-me desta pressão diária e dedicar-me finalmente e por inteiro ao que me faz realmente feliz. E não vejo a hora.

27 de agosto de 2012

De regresso


Voltei.
A ausência prolongou-se por mais tempo do que previa, fruto de um cansaço extremo, exasperante, resultante de um infindável número de noites muito mal dormidas, quando não mesmo passadas quase em branco.
Fui-me abaixo, mas não me deixei vencer. Li tudo o que podia sobre distúrbios do sono em crianças, sobre as insónias, ansiedade de separação, medo, imposição de limites. Convenci-me simplesmente que não há muito a fazer, apenas aceitar que ele é assim, uma criança que desperta muitas vezes porque para ele o mundo tem tanto para descobrir que dormir não é mais do que uma grande perda de tempo.
O corpo habituou-se, ainda que forçosamente, à nova realidade, e embora continue a custar todos os dias, acho que estou finalmente a recuperar, pois de vez em quando já nos brinda com umas horas decentes de sono.
Compreendo as mães que reclamam porque os filhos não comem, porque fazem muitas birras, porque não páram um segundo. Tenho para mim que não deve ser pior do que não dormirem. A privação de sono afecta-os não apenas a eles mas sobretudo a nós, e de uma forma profunda, intensa. Não é só o cansaço físico é, sobretudo, o cansaço psicológico. E a verdade é que eles sempre podem renovar energias durante a sesta, por mais curta que seja, ao passo que para nós esse tempo não existe. E há toda uma rotina da qual não podemos fugir, sobretudo nos tempos que correm.
O meu filho tem agora quase 22 meses, e é uma criança enérgica e feliz. Um explorador, curioso e interessado o suficiente para ter desenvolvido intensamente a sua agilidade e o seu vocabulário. Trepa sofás e cadeiras e Imita os adultos no que pode, tentando reproduzir muito do que ouve. Já conta até dez e reconhece e nomeia grande parte das cores.
Ainda que o motivemos, a verdade é que sempre adorou manusear livros e ouvir música. É fã dos Caricas e das canções da Maria de Vasconcelos. Creio que muitas das palavras as aprendeu a ouvir, ver e trautear músicas. Aprendeu sozinho a ligar o meu rádio despertador, e agora é vê-lo sorrateiro a clicar no botão e pôr-se a dançar em cima da cama.
Ser mãe é assim mesmo, uma experiência única. E não poderíamos saber o que a maternidade nos reserva sem a vivermos. 

14 de abril de 2012

Tarde impensada

O bom de se ficar sem poder aceder às novas tecnologias é voltarmos a lembrar-nos de como é estar sem elas.
A verdade é que estamos de tal forma habituados a elas que acabamos por nos esquecer de tantas outras coisas boas.
Por alguma razão técnica ainda desconhecida ficámos sem Zon durante mais de duas horas esta tarde. Sem internet, sem telefone, sem televisão.
Serviu para revisitar CDs antigos e abanar o capacete com o meu filho. E não é que ao fim do dia ele pedia mais? 

11 de abril de 2012

Ratinhos de fora

Estava em falta para com o Blog mas garanto, foi pura preguiça, porque quando se tem vontade tudo se faz, mesmo que com menos esmero.
O rapaz está a crescer a olhos vistos. Corre a casa toda, arrasta cadeiras, trepa o sofá, enfim, faltam olhos para controlar tanta avaria. Mas é a fase das descobertas, há que deixá-lo explorar.
Os dentes demoraram a fazer-se notar. Surgiram sempre aos pinguinhos, fora de tempo. Aos 16 meses eram apenas cinco ( nada que o impedisse de comer!).
Na última semana foi, porém, a verdadeira aventura nesta saga. 
Começou com fezes líquidas. Isso mesmo, fezes líquidas, facilmente confundíveis com diarreia, mas muito mais difíceis de acalmar! Experimentei de tudo: dar banana, fazer-lhe uma dieta à base de arroz, cenoura e batata, frango cozido, pêra cozida, enfim! Nada resultou, e foi um estragar de fraldas, um besuntar de pomada, noites mal dormidas. Valeu o facto de não fazer febre, ir comendo alguma coisa (embora mais triturado, para não cuspir) e, principalmente, eu ter estado de férias.
Foram quatro dias assim, outros menos mal. Comprei um gel calmante na farmácia, para lhe aplicar nas gengivas, e parece estar a resultar. Anda bem disposto, regressou o apetite voraz, e já se vêem 5 ratinhos novos (dois pré molares e um canino superior, dois incisivos inferiores laterais). Estes são, pelo menos, os que consigo vislumbrar quando ele me faz o favor de deixar espreitar para o interior da sua pequena trituradora.
O nascimento dos dentes não está a seguir a ordem mais comum, mas tanto nos faz, desde que nasçam. Só queremos que esta fase chata passe rápido. Ainda assim tem sido um valente, um pouco mais carente de mimo, mas sempre na dele, independente até mais não.
E com isto uns dias até vou dormindo, outros nem por isso. Retomar o trabalho após uma semana de suposto descanso com 3 horas de sono foi dose, mas lá me aguentei.
O corpo já se habituou a descansar menos, o cérebro vai dando o seu melhor. Não lhe podemos exigir mais, que o coitado tem dado o litro.
Novidades em breve...pelo menos assim o espero.

22 de janeiro de 2012

Os primeiros passos

Aos 12 meses já se levantava sózinho e andava de um lado para o outro agarrado aos móveis, mas dar o verdadeiro passo em frente levou o seu tempo.
Apenas aos 13 meses arriscou dar os primeiros passos sem grande apoio. Demorou a ganhar equilíbrio e, sobretudo, coragem para se largar. Para avançar puxava-nos a mão, e apenas assim se aventurava para fora do território habitual.
Agora que finalmente perdeu o medo já não há ninguém que o pare e é vê-lo andar de um lado para o outro, cada vez menos trôpego.
Se antes já era difícil, agora é mesmo impossível descansar quando ele está acordado. É que não posso limar as diversas esquinas que se lhe atravessam no caminho, e como se não bastasse tem ainda um raio de um fetiche com os botões da máquina de lavar roupa e com o forno que não nos permite simplesmente deixá-lo andar à vontade. Ainda. Porque quando as quedas diminuirem (já ganhou uma nódoa negra de bónus no joelho esquerdo!) talvez possamos pensar em limitar-lhe o espaço de manobra e então sim, relaxar um pouco.
Os dentes, esses, é que não são tão espertos. Eles bem tentam, mas encontrar a saída não está fácil. Temos 4 cá fora e um a romper. Outros espreitam, chateiam e massacram, mas nunca mais lhes vimos a cor...

3 de janeiro de 2012

Hoje, no jornal Público

Começa hoje programa para incentivar consumo de fruta nas escolas
“O programa “Heróis da fruta - lanche escolar saudável” começa num colégio do concelho da Amadora, um dos 516 jardins-de-infância e escolas do primeiro ciclo que adeririam à iniciativa de intervenção escolar de âmbito nacional.
O projecto, que vai decorrer ao longo de seis semanas, até 10 de Fevereiro, pretende incentivar as crianças até aos 10 anos a dar importância ao consumo diário de fruta e a adoptar definitivamente este hábito alimentar.
Segundo a Comissão Europeia, Portugal está entre os países da Europa com maior número de crianças com excesso de peso: 32% das crianças entre os 6 e os 8 anos têm excesso de peso e 14% são obesas. O sexo feminino apresenta valores superiores aos do sexo masculino.
O último estudo do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre obesidade infantil revela também que mais de 90% das crianças portuguesas come fast-food, doces e bebe refrigerantes, pelo menos quatro vezes por semana. Isto ao mesmo tempo que menos de 1% das crianças bebe água todos os dias e só 2% consome fruta fresca diariamente.”
In Público, 03.01.2012
Notícias como esta apenas reforçam a minha convicção de que estou a agir da maneira mais correcta…

Doces no infantário

Estupefacta. Atónita. Incrédula.
Foi desta forma que fiquei após bater com os olhos na ementa do infantário do meu filho. Nunca o havia feito antes porque de manhã a pressa é sempre mandatária, e entre deixar a mochila, vestir o bibe, levá-lo à sala e assinar o registo de entrada, olhar para mais um papel afixado no placard era coisa que nem me passava pela cabeça. Mas um destes dias fui com tempo e lembrei-me de ver o que era o almoço. Claro que já sabia que ao passar para a sala nova iria começar a comer de tudo, como os meninos mais velhos. Mas ele estava preparado para isso, até à data tinha aceitado bem a comida e tal não me chocava. Porém, ao ver que na lista de sobremesas constava, nessa segunda-feira pão com chocolate e na quinta-feira seguinte um pudim não pude, como mãe, deixar passar em branco o assunto. Pior ainda quando descobri que era assim semana após semana, ora gelatina, ora mousse de chocolate, ora arroz doce ora outros mais.
Abordei o assunto com a educadora e com a Directora Pedagógica, solicitando-lhes que daí em diante substituíssem essas sobremesas por fruta pelo menos para o meu filho. Não aceitaram bem a minha intervenção apesar de dizerem entender as minhas razões para não querer que dessem doces ao meu filho, que ainda nem completou os 14 meses. Não cederam nunca. Exigiram-me a apresentação de uma declaração médica, justificando-se com os outros pais e imensidade de outros pedidos por parte dos mesmos. Remeteram-me para a leitura do regulamento da instituição, onde a mesma declaração é referenciada para a eventualidade de serem necessárias excepções alimentares.
Refeita dos nervos e da vontade de lhes partir a cara (deveria ser do senso comum não dar este tipo de alimentos a crianças tão pequenas!), liguei ao médico a expor a situação e fui pessoalmente buscar a declaração que ele logo se prontificou a passar, concordando plenamente comigo.
Ainda não entendo como é possível os pais não se manifestarem relativamente a este ponto da ementa. Será que é por desleixo? Por não saberem? Por não se interessarem?
Chocam-me tanto a inércia dos outros pais como a falta de sensibilidade das colaboradoras da instituição para este tema. Nunca me tinha apercebido do facto e nem imaginava ser possível. Tanto se ouve falar de obesidade infantil e a própria instituição a contribuir para ela?
O meu filho terá tempo de provar tais iguarias. Terá tempo de fazer birras para lhe darmos chupa chupas, terá tempo para se lambuzar de chocolate e trabalhar para a formação das cáries dentárias. Acho que ainda é muito cedo. Não sou melhor nem pior que outras mães. Mas preocupo-me. E não vou permitir que ignorem pedidos meus, porque o meu filho não frequenta o infantário de borla e porque é dever delas, como educadoras, contribuírem também para um desenvolvimento saudável das nossas crianças.
Tinha vontade de lhes dar com a declaração nas ventas, para verem que não fico parada a deixar passar. Mas entreguei-a apenas, porque as responsáveis directas não estavam por lá.
A ver vamos como procedem agora. Não estarei para ver, mas tenho por lá olhos e ouvidos atentos…

14 de dezembro de 2011

Festa de Natal no infantário

Foi a primeira festa de Natal a que assistimos no infantário - ele e eu, porque o pai infelizmente não conseguiu sair mais cedo do trabalho.
Embora ainda não perceba porque é que de vez em quando os adultos se lembram de juntar tanta gente no mesmo sítio e fazer tanto barulho, o facto é que não estranha nada, e ainda parece divertir-se. Mal a música soa levanta os braços e abana-se todo (a costela de dançarino só pode vir dos avós paternos por que o pai é pé de chumbo e a mãe há muito lhe perdeu o jeito...).
Houve palhaços, que no final distribuíram flores, espadas e animais feitos de balões moldáveis (o suposto cão azul que lhe entregaram deixou de o ser em 2 minutos) e tiveram direito a presente do Pai Natal (mais um brinquedo para se entreter durante o banho). Os pais foram brindados com bolo rei e filhós de abóbora.
Para o ano a percepção será outra e o entusiasmo também. Ainda assim não deixa de ser divertido ver como se sente à vontade mesmo no meio da confusão, e como se porta tão bem junto dos outros meninos.



Algumas fotos da festa (com a qualidade possível)

12 de dezembro de 2011

Já é Natal cá em casa

Demorou, mas está finalmente armada e enfeitada a árvore de Natal.
Este ano mais cedo que costume (embora pareça tarde para a maioria!), e apenas porque temos uma criança em casa. Afinal, é delas o Natal.
Guardo excelentes memórias desta época na infância. Casa cheia, cantorias e teatros, muita comida, muitos presentes, o toque da sineta a anunciar a chegada do tão esperado Santa Claus...
Agora já não é assim. Perdi o entusiasmo quando me comecei a aperceber da perda generalizada do verdadeiro espírito natalício.
Vale pela reunião da família, pelo convívio, e agora pelo meu filho, que pretendo que guarde tão boas memórias da época como eu guardei. Por isso não a uns dias mas a duas semanas do dia 24, cá está ela, a árvore de Natal...
(Todos os anos prometo a mim mesma que é no próximo que me dedico ao presépio. Acho que ainda não é desta!!)


11 de dezembro de 2011

Sou só eu...

...ou haverá mais quem não considere normal as casas dos famosos serem mais próximas de museus do que espaços de lazer?
Não tenho o hábito de assistir a programas televisivos dos canais públicos a um domingo à tarde, mas hoje proporcionou-se. E voltei a perceber porque me recuso a assistir.
Juro que não compreendo como é que um ser humano pode viver naqueles espaços imaculados, onde tudo parece estar onde efectivamente tem de estar, onde não se vê uma engelha ou colcha enrugada e onde as cozinhas mais parecem nunca servir o seu propósito...
Senti um misto de inveja pela existência de tanta organização (se vissem a minha sala sempre atulhada de brinquedos fugiam a sete pés!..) e incredulidade se de facto ali habitam seres humanos...(por mais que limpe há sempre mais para limpar ou alguém a sujar tudo imediatamente a seguir!..)
Claro está que as câmaras não lhes entram casa dentro de surpresa, e que haverá sempre quem faça o trabalho duro pelas excelências, mas ainda assim...quase consegui sentir o cheiro a lavanda e eucalipto através do écran.
Sim. Não volto a cair no erro de voltar a sintonizar o mesmo canal à mesma hora, num próximo domingo...

No estado normal

Voltou a ganhar apetite e anda imparável. 
Depois do regresso da otite, menos de um mês após a toma de um frasco inteiro de antibiótico, parece estar finalmente a regressar à normalidade. Foi uma semana em estado de alerta, com telefonemas e visitas ao pediatra, mas como a febre quase não se fazia sentir, optou-se por esperar que o organismo combatesse a infecção, ao mesmo tempo que se faziam limpezas regulares com algodão para ajudar a porcaria a sair.
Resultou. E ainda bem, porque em alturas assim vai-se sempre abaixo e acaba por perder algum peso, o que num bebé de pouco percentil não é de todo positivo.
Desconfiamos que por detrás disto estão os dentes, que teimam em não rebentar mas que o fragilizam.
Tem as gengivas superiores inchadas e só quer roer: tudo o que lhe aparecer à frente vai parar à boca. 
O médico diz para não nos preocuparmos. Há bebés em que a dentição é mais tardia do que outros. Mas eles estão à espreita, apenas não parecem encontram a saída mais rápida.
Aos 13 meses continua apenas com dois dentinhos, mas come como se os tivesse todos...

14 de novembro de 2011

Consulta do ano

Oito dias. Faz hoje oito dias que teve a consulta do ano e que descobrimos que estava com uma otite media aguda, já a perfurar o tímpano. 
Tirando uma tarde em que acordou da sesta com 38,4ºC não teve sintomas de maior. A febre baixou ao final do dia e associámos sempre ao rompimento de dentes, porque não parava de coçar as gengivas. E a verdade é que eles finalmente vêm aí, e parece que em força.
"Olhe que ele deve ser um bebé que suporta muito bem a dor. Com o ouvido neste estado!"
Sim, é verdade, um nadinha mais rabugento, mas nada mais a acrescentar. Serviu para me pôr em estado de alerta. Este rapaz é um poço de surpresas.
E à conta disto anda há oito dias a tomar antibiótico. Não há meio de ver o fim ao frasco do Clamoxyl! Odeio medicamentos, e ainda não estou refeita da pequena toma desnecessária que teve de fazer do mesmo por causa do que se veio a descobrir ser um exantema súbito, mas a verdade é que anda mais calmo.
Fiel a si próprio, e apesar de comer muito bem, não subiu de percentil. Só para variar, nem 300gr engordou desde a última consulta. Já não me surpreende. Ele não pára um minuto, deve queimar todas as calorias que ingere!
Já come conduto e adora. Desde que não lhe dê pescada ou batata cozida é sempre a trincar, mesmo que só com dois dentes. Tem a quem sair, não parece ser esquisito.
Esta semana deixámos de lado o leite em pó e introduzimos o leite de crescimento 1-3 anos da Mimosa.
Continua a beber com prazer, não houve um momento de rejeição e por isso a passagem foi pacífica.
Em Dezembro muda de sala no infantário. Ainda não anda sozinho, apenas agarrado ou de mãos dadas, mas isso não é impedimento para começar a vestir o bibe azul. Será que isto significa que já está a deixar de ser "o nosso bebé", para passar a ser "o nosso menino"?
Meu Deus, como o tempo passa!!

A saber
OTITE MÉDIA AGUDA
O QUE É?
A otite média aguda é uma infecção no ouvido médio causada por um germe (bactéria). É muito comum nas crianças. O ouvido é dividido em 3 partes: externo, médio e interno. O ouvido médio é uma cavidade com ar localizada entre o tímpano e o ouvido interno. 
QUAIS SÃO OS SINTOMAS?
Os principais sintomas são dor e diminuição da audição. A dor costuma ser severa. Outros sintomas podem estar presentes: febre, inquietude, perda de apetite e secreção no ouvido se houver ruptura timpânica (perfuração do ouvido); vómitos e diarreia podem ocorrer nas crianças pequenas.
COMO SE TRATA?
O tratamento é feito com o uso adequado de antibióticos e analgésicos. Terminado o tratamento o médico verifica se o líquido da infecção que se acumulou atrás do tímpano está sendo reabsorvido e se a audição está voltando ao normal. A presença de líquido no ouvido médio interfere no mecanismo de condução do som, causando surdez. Caso o líquido e perda auditiva persistam por mais de três meses, pode ser necessário um tratamento cirúrgico que consiste em uma pequena abertura no tímpano e retirada do líquido acumulado no ouvido médio.

13 de novembro de 2011

O primeiro aniversário

O dia foi de festa e como qualquer outro dia feliz, passou num ápice!
Com tanta brincadeira dormiu maravilhosamente e não se tivesse a minha dor de estômago intensificado ao início da noite (vim a saber que apanhei - e transmiti - a famosa virose que aí anda da gastroentrinte!) tinha sido tudo excepcional.
Cinquenta convidados repartidos entre familiares e amigos próximos, muita comida e bebida.
O primeiro aniversário passou-se assim, e foi com muito amor que todos para tal contribuíram. 
Deixo apenas algumas fotos do primeiro aniversário do meu filhote. Que venham muitos!

                           A entrada da festa, preparada pela santa paciência, mas muita vontade, do avô paterno!


O bolo de aniversário. 




Pão de ló com pepitas de chocolate e recheio de chocolate. Deliciosamente calórico!

 Os presentes.
Para o ano há mais...

2 de novembro de 2011

Voltar aos dias que nunca mais chegam ao fim

Termina esta semana o meu horário de amamentação/aleitamento, o que significa que o meu bebezinho, que ainda ontem nasceu, já está prestes a completar o seu primeiro ano de vida. E, claro, que eu terei de permanecer mais tempo no local de trabalho e menos em casa, com ele: menos tempo a sorrir e a fazê-lo sorrir...
É já no sábado a sua primeira festa de aniversário, onde iremos juntar a família e os amigos para festejar connosco. Sim, estamos em tempo de crise, mas não podíamos deixar de o fazer porque é o primeiro, e porque gostamos de festas e de comer e de beber e de juntar todos aqueles que adoramos mas com quem nem sempre temos oportunidade e tempo para estar.
Não tenho tido disposição, confesso, para pensar em muita coisa, e o meu marido por causa do volume de trabalho (e ainda que felizmente!) quer é aproveitar o pouco tempo livre para estar connosco. Mas parece que os avós babados o têm feito por nós, e preparam algo diferente por ser para ele, o primogénito, por quem estão sempre babados.
O facto é que ainda me sinto cansada. Continuo sem dormir uma noite completa porque ele continua a acordar uma a duas vezes de noite e o meu cérebro anda prestes a crachar. Já percebi que tem o sono como eu, leve como uma pena, e que muito pouco serve para o despertar. Depois pensa que já é hora de brincadeira, nem que sejam apenas 3h da manhã, e se não o voltarmos a deitar, ele não o faz voluntariamente. Eu ando nisto há tantos meses quantos ele tem. Talvez mais, porque para o final da gravidez as noites também já não eram fáceis, e isso anda a dar cabo de mim.
Mas é só isso, porque em tudo o resto é maravilhoso.
Excluídas de tudo o que é maravilhoso estão, obviamente, as constipações, que são quase uma constante, e permanecem, seja Verão ou Inverno. Volto a ter dúvidas se não serão alergias. Não acho normal estar sempre com tanta expectoração e com o pingo ao nariz...Temos consulta na próxima semana, e vou voltar a tocar no assunto. Ainda esta tarde voltou a ter febre, embora não muito elevada, e mesmo agora ainda não cedeu por completo.
Mas é assim mesmo, faz parte. E até podia ser pior. 
Já sei que basta olhar para ele para esquecer tudo e pensar apenas no quão maravilhoso é tê-lo comigo!

11 de outubro de 2011

Welcome João Pestana

Ainda não são dez horas e já estou pronta para abancar no sofá. Finalmente!
Isto de estar a começar a dar os primeiros passos cansa-o de tal forma que mal termina o jantar começa logo a coçar as orelhas e a esfregar os olhos. Sinal de que o João Pestana está a bater à porta.
Oito e meia da noite e cama com ele, que é pequenino e precisa de dormir muito para crescer.
É que aqui a mamã há muito que não tinha um tempinho decente para relaxar em frente à televisão...E hoje vai saber que nem ginjas!
Pior mesmo vai ser amanhã, quando tiver de me levantar à força antes do despertador tocar só porque ele já está farto de dormir...

5 de outubro de 2011

De pé

Aprendeu a pôr-se em pé sozinho e gostou tanto que agora é a primeira coisa que faz quando acorda, e acorda mais vezes do que o habitual durante a noite só para se agarrar às grades da cama e se levantar.
Tem sido de doidos. Perco a conta às vezes que me levanto porque o ouço a palrar e palrar pelo intercomunicador. Vou ao quartinho dele só para lhe dizer que ainda é cedo e que não pode ser, que tem de dormir, dar-lhe a chupeta, deitá-lo e deixá-lo adormecer outra vez. À conta disto levanto-me com a sensação de que se calhar nem me cheguei propriamente a deitar.
Nesta fase só quer andar para trás e para a frente, a dar os seus primeiros passos porém, como ainda não o consegue fazer sem ajuda e já perdemos a conta aos bate cú que deu porque se esqueceu desse mesmo pormenor, não o podemos perder de vista um minuto que seja.
Está a crescer, como esperado, mas numa fase difícil para nós pais. O tempo escasseia cada vez mais e ainda nem começou propriamente a andar...


22 de setembro de 2011

O verdadeiro diagnóstico

Depois do desaparecimento da febre foi ver o ataque feroz das micro borbulhas no seu tronco, e uma ligeira vermelhidão.
Assaltada pela dúvida se seria ou não reacção ao antibiótico, já que a dose fôra aumentada, recorri (finalmente!) ao dr. Álvaro, que me pediu para passar pelo consultório para poder examinar melhor o meu filho.
Num breve exame fez o diagnóstico: "exantema súbito ou o chamado sarampelo. Três dias de febre, três dias de pintas. Pegue no antibiótico e coloque-o no caixote do lixo".
Resultado: andei a administrar antibiótico ao meu filho desnecessariamente. É claro que o antibiótico não fazia nada. Não era pelo facto da dose ser reduzida, mas sim porque não era destinado a combater tal doença!
O exantema súbito tem origem viral, provoca febres muito altas e difíceis de controlar mesmo com antipiréticos, mas desaparece ao fim de 3/4 dias. Surgem depois as burbulhinhas por mais 3 dias que acabam também por desaparecer.
Não sei como, mas apanha tudo o que é virose. E não pode ter sido no infantário desta vez, pois mais nenhum menino revelou sintomas semelhantes. Amamentei até aos sete meses, em exclusivo até aos cinco, e nem assim parece ter ganho defesas extra. Mas afinal, cada caso é um caso, verdade?

A saber
O exantema súbito é a doença exantemática mais frequente no 1º ano de vida. O pico de incidência ocorre entre os 3 meses e os 2 anos de idade.
Após um período de incubação de 5-15 dias, surge febre elevada (entre 38,9 a 40,6 º C) que dura cerca de 3-4 dias (podendo variar de 1-7 dias) e que cede muito mal aos antipiréticos. A criança está irritável, quase sempre sem outra sintomatologia associada. Por vezes, nas crianças susceptíveis, pode ser acompanhada de convulsões febris.
Acompanhando a febre podem surgir: coriza (inflamação das fossas nasais), tosse, cefaleias (dores de cabeça), diarreia e adenomegalias (gânglios aumentados de volume). Subitamente, desaparece a febre e surge um discreto exantema maculopapular, de cor rósea, de predomínio no tronco, por vezes com prurido, ficando a criança clinicamente bem. O exantema desaparece nos restantes 2-3 dias, sem descamação ou pigmentação.O tratamento é apenas sintomático, visando o conforto da criança e a prevenção de eventuais convulsões febris.O exantema súbito é uma doença de evolução benigna, mas pode causar grande preocupação nos primeiros dias de febre pela sua intensidade e pela dificuldade em ser controlada, geralmente fazendo com que a criança percorra várias consultas com tratamentos muito diferentes, o que deverá ser evitado!
In Familia.sapo.pt

20 de setembro de 2011

Santa paciência!

Que há muita incompetência por este país fora, é um facto. Que já poucos exercem a profissão por gosto, é outro. Nenhum deles é novidade, mas quando me calha, por falta de sorte, provar dos dois, não posso deixar de me sentir lesada e aborrecida.
Com febres acima dos 39ºC há dois dias e a não querer descer ou a reaparecer em intervalos de 5/6 horas, decidi, e somente porque o pediatra do meu filho se encontrava de férias, deslocar-me ao serviço de atendimento permanente do centro de saúde da minha área de residência. Depois do sermão inicial da médica de serviço, indignada por ter estado a trabalhar a tarde toda e eu apenas me ter dirigido à consulta ás 19h00, lá se disponibilizou com cara de frete a ver o meu filho. Diagnóstico: princípio de outite. Prescrição: Meia colher de Clamoxyl ao almoço e ao jantar.
Confesso que me arrepio só de ouvir a palavra antibiótico. Detesto administrar medicação seja a quem for, e no que toca ao meu filho ainda pior. Mas como não sou médica, e como não me cabe a mim diagnosticar, comprei o antibiótico e fui para casa.
Como dois dias depois continuava tudo na mesma, e já sem saber bem o que fazer, decidi dar um salto à urgência pediátrica. Foi a primeira vez e receava o caos.
O atendimento foi rápido e a médica muito atenciosa. Um exame completo, que englobou raio-x aos pulmões, revelou apenas ouvidos e garganta bastante inflamados, muita expectoração e ranhoca amarela. Prescrição: Uma colher cheia de Clamoxyl, de 8 em 8 horas, ou seja 3 vezes por dia, e gotas para o nariz para ajudar a respirar melhor. A dose anteriormente recomendada não seria suficiente para o seu peso e por isso não estaria a traduzir-se em resultados. 
Sim, às vezes gostava de ter tirado medicina... Uns dizem uma coisa, outros outra, vá-se lá saber qual o mais acertado. 
Claro que na urgência pediátrica encontramos especialistas, pediatras, e que no centro de Saúde apenas serão, à partida, médicos de clínica geral, mas sempre pensei que houvesse nos segundos alguma competência e cuidado, sobretudo quando se tratam de crianças.
Enfim, aprendi a lição. Se houver uma próxima vez, (ouxalá que não!), não volto a repetir o erro. Oh Dr. Álvaro, tanta falta que me fez!...