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9 de março de 2011

Almofada/Suporte de sono

Nunca tinha ouvido falar na existência de suportes de sono para bebés até terem oferecido um ao meu filho neste Natal. Um presente original  que se tem mostrado de bastante utilidade.
Não só facilita a colocação da sua cabeça na lateral, contribuindo assim para a melhoria da sua plagiocefalia, como  serve igualmente de almofada.
Desde que começou a usá-lo tornou-se mais fácil adormecer à noite na sua cama. Encosta a cabecinha ao rolo e, talvez por se sentir mais aconchegado, passou a quase não reclamar a minha presença para dormir, choramingando apenas quando deixa cair a chupeta e o sono ainda está longe de ser profundo. Estou em crer que a curto prazo - assim que aprender a colocar sozinho a chupeta na boca-, passará a adormecer literalmente sozinho na sua cama, e em parte devo-o a este acessório, que muito tem facilitado o processo de aprendizagem.
O suporte é aveludado, quentinho, e pode ser lavado na máquina. O bonequinho que o acompanha é destacável e pode servir apenas para o bebé se entreter. Uma inovação dos tempos modernos que aconselho e que pode muito bem servir de presente de nascimento. Os modelos existentes no mercado são variados, com um ou dois rolos e uma panóplia de cores... é só procurar.
O meu é da Zippy  e não, não é tão sofisticado quanto o que a Rita Ferro Rodrigues mostrou no passado fim de semana na rubrica Super Mãe, que simulava inclusivamente - oiçam só - os batimentos cardíacos da mãe...  :( ) .
Ainda assim já não o dispenso. Deixo aqui uma foto.

15 de fevereiro de 2011

"Cabeça torta"

Uma conversa entre mães alertou-me à uns tempos para um problema que, embora comum, nos passa por vezes despercebido. O nome é pomposo - plagiocefalia posicional da cabeça -, aquilo a que vulgarmente chamamos "cabeça torta".
É um facto que, se os bebés dormem sempre na mesma posição, podem efectivamente ficar com a zona de apoio da cabeça mais achatada. E foi esta a situação com a qual me deparei, depois de observar mais atentamente o crânio do meu filhote tinha ele cerca de dois mesinhos.
Fiquei muito apreensiva (ainda ando!), pois de facto ele tem uma tendência natural para dormir e estar virado para o lado direito.
Depois de observar e verificar a sua cabecinha, o pediatra pediu-nos que tivessemos o cuidado de variar as posições de dormir e o fôssemos colocando quer de costas, quer lateralmente, alternando os lados, recomendando-nos que colocássemos um rolinho atrás das suas costas para o obrigar a permanecer na posição lateral pretendida.
Temos experimentado de tudo, inclusive alterámos a sua posição na caminha, mas ainda assim ele continua com os mesmos reflexos e é frequente vê-lo voltar à posição que deve evitar.
Durante o dia procuro tê-lo em variadas posições, mas não consigo colocá-lo de barriga para baixo porque ele simplesmente odeia e entra em gritaria...
Ora parece que o achatamento, por se tratar de uma plagiocefalia simples, poderá ser corrigido. Ainda assim não deixo de me preocupar e estar atenta pois não pretendo que o meu filho fique com a cabeça deformada a título permanente ou nunca poderá rapar o cabelo...

Notas sobre plagiocefalia:
  • O controlo muscular da cabeça não se adquire até quase aos 3 meses de idade, por isoo é importante ajudar o lactante a trocar a postura para evitar deformidades devido ao excesso de pressão.
  • A plagiocefalia é 2 vezes superior em meninos do que em meninas.
  • A plagiocefalia posicional afecta mais o lado direito do que o esquerdo.
  • Nas plagiocefalias graves ou persistentes pode ser necessário tratamento ortésico (capacetes) ou cirúrgico.
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