14 de abril de 2012

Tarde impensada

O bom de se ficar sem poder aceder às novas tecnologias é voltarmos a lembrar-nos de como é estar sem elas.
A verdade é que estamos de tal forma habituados a elas que acabamos por nos esquecer de tantas outras coisas boas.
Por alguma razão técnica ainda desconhecida ficámos sem Zon durante mais de duas horas esta tarde. Sem internet, sem telefone, sem televisão.
Serviu para revisitar CDs antigos e abanar o capacete com o meu filho. E não é que ao fim do dia ele pedia mais? 

11 de abril de 2012

Ratinhos de fora

Estava em falta para com o Blog mas garanto, foi pura preguiça, porque quando se tem vontade tudo se faz, mesmo que com menos esmero.
O rapaz está a crescer a olhos vistos. Corre a casa toda, arrasta cadeiras, trepa o sofá, enfim, faltam olhos para controlar tanta avaria. Mas é a fase das descobertas, há que deixá-lo explorar.
Os dentes demoraram a fazer-se notar. Surgiram sempre aos pinguinhos, fora de tempo. Aos 16 meses eram apenas cinco ( nada que o impedisse de comer!).
Na última semana foi, porém, a verdadeira aventura nesta saga. 
Começou com fezes líquidas. Isso mesmo, fezes líquidas, facilmente confundíveis com diarreia, mas muito mais difíceis de acalmar! Experimentei de tudo: dar banana, fazer-lhe uma dieta à base de arroz, cenoura e batata, frango cozido, pêra cozida, enfim! Nada resultou, e foi um estragar de fraldas, um besuntar de pomada, noites mal dormidas. Valeu o facto de não fazer febre, ir comendo alguma coisa (embora mais triturado, para não cuspir) e, principalmente, eu ter estado de férias.
Foram quatro dias assim, outros menos mal. Comprei um gel calmante na farmácia, para lhe aplicar nas gengivas, e parece estar a resultar. Anda bem disposto, regressou o apetite voraz, e já se vêem 5 ratinhos novos (dois pré molares e um canino superior, dois incisivos inferiores laterais). Estes são, pelo menos, os que consigo vislumbrar quando ele me faz o favor de deixar espreitar para o interior da sua pequena trituradora.
O nascimento dos dentes não está a seguir a ordem mais comum, mas tanto nos faz, desde que nasçam. Só queremos que esta fase chata passe rápido. Ainda assim tem sido um valente, um pouco mais carente de mimo, mas sempre na dele, independente até mais não.
E com isto uns dias até vou dormindo, outros nem por isso. Retomar o trabalho após uma semana de suposto descanso com 3 horas de sono foi dose, mas lá me aguentei.
O corpo já se habituou a descansar menos, o cérebro vai dando o seu melhor. Não lhe podemos exigir mais, que o coitado tem dado o litro.
Novidades em breve...pelo menos assim o espero.

22 de janeiro de 2012

Os primeiros passos

Aos 12 meses já se levantava sózinho e andava de um lado para o outro agarrado aos móveis, mas dar o verdadeiro passo em frente levou o seu tempo.
Apenas aos 13 meses arriscou dar os primeiros passos sem grande apoio. Demorou a ganhar equilíbrio e, sobretudo, coragem para se largar. Para avançar puxava-nos a mão, e apenas assim se aventurava para fora do território habitual.
Agora que finalmente perdeu o medo já não há ninguém que o pare e é vê-lo andar de um lado para o outro, cada vez menos trôpego.
Se antes já era difícil, agora é mesmo impossível descansar quando ele está acordado. É que não posso limar as diversas esquinas que se lhe atravessam no caminho, e como se não bastasse tem ainda um raio de um fetiche com os botões da máquina de lavar roupa e com o forno que não nos permite simplesmente deixá-lo andar à vontade. Ainda. Porque quando as quedas diminuirem (já ganhou uma nódoa negra de bónus no joelho esquerdo!) talvez possamos pensar em limitar-lhe o espaço de manobra e então sim, relaxar um pouco.
Os dentes, esses, é que não são tão espertos. Eles bem tentam, mas encontrar a saída não está fácil. Temos 4 cá fora e um a romper. Outros espreitam, chateiam e massacram, mas nunca mais lhes vimos a cor...

3 de janeiro de 2012

Hoje, no jornal Público

Começa hoje programa para incentivar consumo de fruta nas escolas
“O programa “Heróis da fruta - lanche escolar saudável” começa num colégio do concelho da Amadora, um dos 516 jardins-de-infância e escolas do primeiro ciclo que adeririam à iniciativa de intervenção escolar de âmbito nacional.
O projecto, que vai decorrer ao longo de seis semanas, até 10 de Fevereiro, pretende incentivar as crianças até aos 10 anos a dar importância ao consumo diário de fruta e a adoptar definitivamente este hábito alimentar.
Segundo a Comissão Europeia, Portugal está entre os países da Europa com maior número de crianças com excesso de peso: 32% das crianças entre os 6 e os 8 anos têm excesso de peso e 14% são obesas. O sexo feminino apresenta valores superiores aos do sexo masculino.
O último estudo do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre obesidade infantil revela também que mais de 90% das crianças portuguesas come fast-food, doces e bebe refrigerantes, pelo menos quatro vezes por semana. Isto ao mesmo tempo que menos de 1% das crianças bebe água todos os dias e só 2% consome fruta fresca diariamente.”
In Público, 03.01.2012
Notícias como esta apenas reforçam a minha convicção de que estou a agir da maneira mais correcta…

Doces no infantário

Estupefacta. Atónita. Incrédula.
Foi desta forma que fiquei após bater com os olhos na ementa do infantário do meu filho. Nunca o havia feito antes porque de manhã a pressa é sempre mandatária, e entre deixar a mochila, vestir o bibe, levá-lo à sala e assinar o registo de entrada, olhar para mais um papel afixado no placard era coisa que nem me passava pela cabeça. Mas um destes dias fui com tempo e lembrei-me de ver o que era o almoço. Claro que já sabia que ao passar para a sala nova iria começar a comer de tudo, como os meninos mais velhos. Mas ele estava preparado para isso, até à data tinha aceitado bem a comida e tal não me chocava. Porém, ao ver que na lista de sobremesas constava, nessa segunda-feira pão com chocolate e na quinta-feira seguinte um pudim não pude, como mãe, deixar passar em branco o assunto. Pior ainda quando descobri que era assim semana após semana, ora gelatina, ora mousse de chocolate, ora arroz doce ora outros mais.
Abordei o assunto com a educadora e com a Directora Pedagógica, solicitando-lhes que daí em diante substituíssem essas sobremesas por fruta pelo menos para o meu filho. Não aceitaram bem a minha intervenção apesar de dizerem entender as minhas razões para não querer que dessem doces ao meu filho, que ainda nem completou os 14 meses. Não cederam nunca. Exigiram-me a apresentação de uma declaração médica, justificando-se com os outros pais e imensidade de outros pedidos por parte dos mesmos. Remeteram-me para a leitura do regulamento da instituição, onde a mesma declaração é referenciada para a eventualidade de serem necessárias excepções alimentares.
Refeita dos nervos e da vontade de lhes partir a cara (deveria ser do senso comum não dar este tipo de alimentos a crianças tão pequenas!), liguei ao médico a expor a situação e fui pessoalmente buscar a declaração que ele logo se prontificou a passar, concordando plenamente comigo.
Ainda não entendo como é possível os pais não se manifestarem relativamente a este ponto da ementa. Será que é por desleixo? Por não saberem? Por não se interessarem?
Chocam-me tanto a inércia dos outros pais como a falta de sensibilidade das colaboradoras da instituição para este tema. Nunca me tinha apercebido do facto e nem imaginava ser possível. Tanto se ouve falar de obesidade infantil e a própria instituição a contribuir para ela?
O meu filho terá tempo de provar tais iguarias. Terá tempo de fazer birras para lhe darmos chupa chupas, terá tempo para se lambuzar de chocolate e trabalhar para a formação das cáries dentárias. Acho que ainda é muito cedo. Não sou melhor nem pior que outras mães. Mas preocupo-me. E não vou permitir que ignorem pedidos meus, porque o meu filho não frequenta o infantário de borla e porque é dever delas, como educadoras, contribuírem também para um desenvolvimento saudável das nossas crianças.
Tinha vontade de lhes dar com a declaração nas ventas, para verem que não fico parada a deixar passar. Mas entreguei-a apenas, porque as responsáveis directas não estavam por lá.
A ver vamos como procedem agora. Não estarei para ver, mas tenho por lá olhos e ouvidos atentos…

14 de dezembro de 2011

Festa de Natal no infantário

Foi a primeira festa de Natal a que assistimos no infantário - ele e eu, porque o pai infelizmente não conseguiu sair mais cedo do trabalho.
Embora ainda não perceba porque é que de vez em quando os adultos se lembram de juntar tanta gente no mesmo sítio e fazer tanto barulho, o facto é que não estranha nada, e ainda parece divertir-se. Mal a música soa levanta os braços e abana-se todo (a costela de dançarino só pode vir dos avós paternos por que o pai é pé de chumbo e a mãe há muito lhe perdeu o jeito...).
Houve palhaços, que no final distribuíram flores, espadas e animais feitos de balões moldáveis (o suposto cão azul que lhe entregaram deixou de o ser em 2 minutos) e tiveram direito a presente do Pai Natal (mais um brinquedo para se entreter durante o banho). Os pais foram brindados com bolo rei e filhós de abóbora.
Para o ano a percepção será outra e o entusiasmo também. Ainda assim não deixa de ser divertido ver como se sente à vontade mesmo no meio da confusão, e como se porta tão bem junto dos outros meninos.



Algumas fotos da festa (com a qualidade possível)

12 de dezembro de 2011

Já é Natal cá em casa

Demorou, mas está finalmente armada e enfeitada a árvore de Natal.
Este ano mais cedo que costume (embora pareça tarde para a maioria!), e apenas porque temos uma criança em casa. Afinal, é delas o Natal.
Guardo excelentes memórias desta época na infância. Casa cheia, cantorias e teatros, muita comida, muitos presentes, o toque da sineta a anunciar a chegada do tão esperado Santa Claus...
Agora já não é assim. Perdi o entusiasmo quando me comecei a aperceber da perda generalizada do verdadeiro espírito natalício.
Vale pela reunião da família, pelo convívio, e agora pelo meu filho, que pretendo que guarde tão boas memórias da época como eu guardei. Por isso não a uns dias mas a duas semanas do dia 24, cá está ela, a árvore de Natal...
(Todos os anos prometo a mim mesma que é no próximo que me dedico ao presépio. Acho que ainda não é desta!!)


Lilypie First Birthday tickers